segunda-feira, junho 28, 2010

Da Ópera ao Rap - Va Pensiero é tudo isso e muito além


:: Dica de Som ::
Fonte: WOWZONE

"Va Pensiero"

Da Ópera "Nabucco"
por Giuseppe Verdi


Uma das canções mais ecléticas e executadas ao longo dos séculos, vai muito além da música em si. Descubra o que o Brasil tem a ver com essa música, entre outras curiosidades.


MENSAGEM BÍBLICA


A primeira ópera de Giuseppe Verdi, com êxito, Nabucco (Nabucodonosor), foi escrita em 1842. Ela relata a história bíblica do cativeiro dos hebreus na Babilônia (ilustração acima) no século 6 a. C. Na ópera, o coro "Va, Pensiero" (uma paráfrase do Salmo 137) é cantada pelos exilados nas margens do Eufrates, lamentando a perda de sua terra natal.

HINO DE HOMENAGEM AO AUTOR

Giuseppe Verdi
(1813-1901)


A obra logo se tornou um hino popular para o povo italiano, expressando seu próprio desejo de liberdade política da Áustria. Quando o caixão de Verdi (ilustração acima) foi levado para seu lugar de descanso final, um mês após sua morte em 1901, a multidão de mais de 25 mil pessoas ao longo da rota espontaneamente começou a cantar o refrão de agitação.


VERSÕES VARIADAS

Existem diversas versões desta canção de Giuseppe Verdi. Esta parte a seguir foi estilizada e executada por uma multidão de cantores incríveis e Coros Profissionais, em vários estilos.

Va', pensiero, sull'ali dorate.
Va', ti posa sui clivi, sui colli,
ove olezzano tepide e molli
l'aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
di Sionne le torri atterrate.
O mia Patria, sì bella e perduta!
O remembranza sì cara e fatal!
Arpa d'or dei fatidici vati,
perché muta dal salice pendi?
Le memorie del petto riaccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati,
traggi un suono di crudo lamento;
o t'ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù

(...)

Tradução

Vai, pensamento, em asas douradas.
Vai, sobre as encostas, morros,
Quando sentir o doce e suave cheiro
Do solo, cheiro suave e leve!
Cumprimente as margens do Jordão,
E as torres de Zion.
O meu país, tão belo e perdido!
Lembrança tão querida e fatal!
Harpa dourada do profético,
Porque as encostas do salgueiro?
Memórias do peito irão novamente,
Nos dizer sobre o tempo que foi!
O Solima semelhante ao destino,
Deriva um som de lamentação;
Ou então deixar o Senhor para um concerto
Isso pode diminuir o sofrimento
(...)


LIBERTAÇÃO HISTÓRICA

Segundo o historiador Marzio Apolloni, no final dos anos 1800, a Áustria ocupou o norte da Itália, Lombardia, especificamente. Eles estavam aparentemente confusos com a preocupação que os italianos tinham com a música, em "Verdi particular Va Pensiero". Devido ao título, pensaram que foi algo singular e não deram muita importância a Verdi na época.

Estátua de Verdi, localizada em Parma - Itália.

Nas ruas, pelos muros, eles encontrariam rabiscadas ou pintadas a palavra "Verdi". E então perceberiam que todos eles tinham amor ao compositor. Na verdade, essa palavra foi um convite à nação e o patriotismo falou ao italiano, mas talvez tenha significado mais na reunificação da Lombardia. Porque não foi apenas a música - o nome de Verdi teria sido também um acrônimo para Vittorio Emmanuele Re d'Italia. (Vittorio Emmanuele, Rei de Itália).

TEMA PATRIOTA TAMBÉM NO BRASIL

No contexto político do Brasil, essa música também foi adotada como tema de patriotismo, a exemplo da Era Collor. Quem não se recorda da vinheta: "Agora, o pronunciamento do Excelentíssimo Presidente da República...", onde sempre aparecia a nossa bandeira tremulando com "Va Pensiero" (OUÇA AQUI - Versão Coro - Ópera) tocando ao fundo?
Poucos devem se lembrar desse detalhe, já que, atualmente é pouco frequente o pronunciamento presidencial e, quando ocorre, a vinheta é com uma contagem regressiva sem música, cretina e bem sem graça.


DA ÓPERA AO POP

Alguns exemplos dos artistas que interpretaram esta canção incluem Albano Carisi, Dame Jane Sutherland, bem como duetos, um composto de Lucio Dalla e Luciano Pavarotti e outra por Zucchero e Sinead O'Connor.

Mais recentemente o produtor Paul Schwartz (do grupo Cafe del Mar) fez uma belíssima versão dessa música, com um embalo espiritual de Pop/New Age. Produziu esta, dentre várias versões da cantora lírica Carmen Aria. Paul traz a releitura de "Va Pensiero" em uma das 3 coletâneas produzidas por ele ARIA 1, onde ele deu o título "HOME" (Ouça abaixo).

Paul Schwartz - Cafe Del Mar

ARIA 1 - Home (Va Pensiero)


VA PENSIERO NO RAP INTERNACIONAL
Masta Ace - Acknowledge Sample

A partir da produção de Paul Schwartz, o rapper norte americano Masta Ace (Juice Crew) fez o "Cafe del Mar - Home" virar sample da música "Acknowledge" de seu 2º album solo, intitulado Disposable Arts (2002). Confiram a nova roupagem de VA PENSIERO nesse sample abaixo:

É de se esperar que uma música com um teor tão patriota seja relevante, tanto para nós brasileiros, quanto para os artistas contemporâneos de todas as nações. Essa música não é originalmente um hino, mas foi incorporada no consciente coletivo como um Hino de Libertação. E se fez livre para agregar várias versões e reinvenções, por tantos artistas ao longo dos séculos.

Hoje em dia a memória do Brasil não precisa ser recobrada somente em livros de 2° grau, ou desfiles cívicos. Podemos nos transportar para outras Eras e significações. Podemos enriquecer nossa identidade através de nuances, sons, imagens. A cultura ainda pulsa e tem uma ressonância de tempos idos através da Música.

Deixemos o pensamento voar com asas douradas!

Fica a dica: VA PENSIERO para todos nós!

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sábado, junho 26, 2010

Tá rolando o I Seminário de Literacia Midiática


Fonte: Cronicas Musicai's Blog

O I Seminário de Literacia Midiática está no ar nesse instante, com a participação parcerias dos Pontos de Cultura Ação Educativa, JAMAC, Coletivo Digital e colaboradores da Rede iVoz que atuam em Angola e Chile. Também participarão da Cobertura Colaborativa o Massa Coletiva, Enxame Coletivo e Espaço Cubo, que integram o Circuito Fora do Eixo. A programação do seminário está distribuída em cinco eixos de abordagem que orientam o projeto pedagógico do Ponto de Cultura.

•Conceito de Mídia
•Uso Critico/ativo das Mídias
•Uso Criativo das Mídias
•Economia das Mídias
•Propriedade intelectual
Remoto: http://www.ivoz.org.br/seminario

Inscrições/Contatos: ivoz@ivoz.org.br

Confira a Programação !



Um HUB é uma reunião de pessoas que estão conectadas e interagem com o Seminário de forma remota e para que o ponto de cultura possa hospedar um é necessário os seguintes equipamentos: computador conectado à internet; datashow para a projeção das imagens; sistema de som amplificado para o áudio; moderador que organize as perguntas para encaminhamento ao seminário via chat.



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quinta-feira, junho 24, 2010

4° Hip Hop Reggae Hippie nessa Sexta (25)

:: Dica de Evento ::


O Hip Hop Reggae Hippie é um evento produzido pelo niteroiense Nissin, que acontece mensalmente no Espaço Convés, no Bairro de São Domingos (espaço universitário) em Niterói. Mistura de shows de Reggae com apresentações de Hip Hop. Mesclado muitas vezes com apresentações de improviso, o evento tem alcançado uma identidade original, na primeira e segunda edição o resultado tanto de público, quanto artísticos foram bem satisfatórios.

A 4º edição do Hip Hop Reggae Hippie será na sexta-feira de Brasil x Portugal, dia 25 de Junho.
Contará com um inovador show de rimas improvisadas chamado de "Natemática - Equações Rimáticas", com dois MC`s de Niterói: TH e Nissin Instantâneo representando Família Conjuntivite, e dois MC`s do RJ: Bocão e Dropê EJC representando Comando Selva. Participação especial do nosso eterno Astronauta, saxofonista e gargalhada ambulante!
Ataara Reggae Dub convida Zé Rodrigues (Unidade Punho Forte) e Igor (Babilônia Cultural), fazendo um show inédito em Niterói com músicos de primeira e muita positividade.
DJ RootsCombo comandará as pick`ups, enquanto os grafites ficam por conta de Taro (Arte Viva), com exposição de Ian Medela.


Flyer 4º Hip Hop Reggae Hippie 25/06:


Ou mande para nissinmc@gmail.com até 20 hs do dia 25/06

Todas informações aqui postadas e o histórico das outras 3 edições do evento você encontra em http://hiphopreggaehippie.blogspot.com/

Apoios: Gráfica Slide, UltraEco (Galeria River - Arpoador), FM Studio, Arte Jovem Brasileira e Pei for Pein Tatto e Faculdade Universo grandes parceiros que nos dão ajuda indispensável para a execução do evento.
Incentivamos a todos que necessitem de serviços os quais nossos apoiadores prestam, para os contactar e fortalecer a corrente!

Em breve mais fotos e vídeos das edições passadas..

:: Contatos ::
MYSPACE - MC Nissin
Blog MC Nissin
Cel: (21) 8642-2580
E-mail: nissinmc@gmail.com
Orkut - MC Nissin
Facebook - MC Nissin
Twitter - MC Nissin
Youtube - Conjunti

Obrigado de coração a quem fortalece, vocês que fazem o evento acontecer..


:: Serviço ::

Evento: 4º Hip Hop Reggae Hippie
Local: Espaço Convés - Rua Coronel Tamarindo, 137 - Gragoatá - Niterói (RJ)
Info: (21) 3026-6321
Preço: Único - R$ 10 na Lista Amiga / R$ 12 na HORA
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sexta-feira, junho 18, 2010

Entrevista para o Site Voz da Rua (2008)

:: Arquivo Pessoal ::


Olá, tudo bem com vocês?
Estava eu outro dia pesquisando meu nome na net, pra saber quais conteúdos meus de matérias ainda estavam no ar depois de certo tempo, quando vi que uma entrevista que eu concedi ao site Voz da Rua (SP) em 2008 não estava mais e, detalhe: eu não tinha mais no meu acervo pessoal.
Então eu pedi o conteúdo para a Rafa, uma das repórteres do site, minha querida colega.

Essa entrevista foi bem legal e datada de março de 2008, foi um Especial Mês das Mulheres. Como de dois anos pra cá, minhas opiniões continuam firmes e o conteúdo também, resolvi postá-la por aqui, para quem não teve oportunidade de conferir e para que esse conteúdo continue na rede. Peço desculpas se soar cafona, ou até tendencioso um post autoreferente, mas é por uma boa causa. Percorremos temas diversos: Jornalismo e Meio Acadêmico, Surf, Influências, Guerrilha, Mulher e, claro, Hip Hop.
Obrigada ao pessoal do Voz da Rua, guardo com muito carinho essa matéria.
E espero que vocês que acompanham meu Blog gostem! PAZ.
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Voz da Rua Entrevista: Monique Barcellos (2008)

Fonte: Voz da Rua - Arquivo


VDR – Monique a primeira pergunta é inevitável, de onde vem a sua paixão pelo jornalismo?Alguma influência familiar?

MB – Com certeza, a gente é o que vê, o que lê e o que vive. Tudo é influência consciente ou inconsciente. Meu pai era jornalista, repórter durante o golpe militar de 68, depois radialista e redator então eu sempre fui curiosa com tudo, inclusive sobre as estórias de bastidor. Mesmo assim, não costumo dizer que minha paixão por jornalismo se deu pelo fato de ter um pai jornalista. O que mais influenciou foi o fato de eu ter crescido nesse meio. Sempre gostava de ir com ele aos gramados para a cobertura de uma partida de futebol, ou quando ele me levava ao escritório, ou ainda de ouvir as estórias, pra mais tarde aprender um pouco mais na prática como assistente de redação. Acho que da mesma maneira acontece com o gosto por poesia que acabei herdando da minha mãe, professora de Letras aposentada. Apesar de receber uma cultura familiar através de profissões, isso não quer dizer que inevitavelmente seguiria, mas de alguma forma segui - ironicamente ou não - as atividades de ambos. Então eu entro num dilema. Não sei se eu escolhi ou fui escolhida pelo jornalismo. Como dizem que “Amor não se escolhe, acontece”, sigo com poesia e jornalismo.

VDR - Foi uma escolha direcionar a sua carreira a divulgar a cultura de rua, ou foi algo que ocorreu naturalmente?

MB – Foi algo natural, mas também acredito que foi graças a um critério meu de enxergar uma relevância social do tema, além de gosto pessoal. Quando a gente começa a ter idéias para viabilizar as coisas do nosso jeito, é quase automático procurar universos e temas que nos agradem de primeira, já que não dá pra ficar boiando, é um verdadeiro mergulho. E a cultura urbana, assim como outras culturas, até a rural e a tribal, tem elementos que só conhecemos nos aprofundando no dia-a-dia, é um conhecimento que não dá pra ter só pela teoria. E como universitária, na época que comecei a vislumbrar o universo do hip-hop, pude me debruçar mais sobre os projetos, tanto na teoria como na prática, com certas doses de pesquisas teóricas, de antropologia, que a gente tende a mergulhar. Um lance sempre me rodeou: a percepção de mundo através de universos particulares, então eu penso na cultura de rua como mais um retalho na colcha social, que se a gente olhar de perto percebe os acabamentos.

VDR – Ao longo da sua carreira gostaria que comentasse sobre as que marcaram sua trajetória:

MB – Desde 2000 trabalho com jornalismo de maneira informal e desde 2007 como jornalista profissional. Com certeza o que mais marcou foi em 2005, época da série de surfe que eu montei. Fui colaboradora de sites como Click Surf, SaquaOnline e RicoSurf, onde participaram vários atletas premiados e alguns disputando mundiais. Uma matéria que marcou foi ao ar no site Waves do portal Terra, onde em Saquarema-RJ eu consegui uma exclusiva com o surfista carioca Pedro Henrique, que também mora em Saquá. Ele tinha acabado de voltar da primeira viagem à Teahupoo, no Tahiti com muita história na bagagem. A entrevista foi feita às 8 e meia da manhã, foi ao ar por volta do meio-dia, virou destaque no site o dia todo, até porque saímos na frente da entrevista ao vivo que Pedrinho (como é conhecido no surf) faria para o programa Zona de Impacto, da Sportv. Resultado: foi chuva de acessos e comentários no Terra, além de um abre aspas na Revista Fluir daquele mês. Pena que a Fluir não deu crédito à repórter, e sim ao site, mas ta valendo (Risos). Essa série rendeu também o fato de ter criado contatos e amigos como editores, atletas e todos os envolvidos com o esporte, seja nos campeonatos ou no meu dia-a-dia na minha cidade, com certeza abriu portas.

VDR - Como é para você trabalhar em Rádio?

MB - Rádio pra mim é lúdico, me divirto editando, produzindo e apresentando. Sem contar que é um ambiente mais à vontade, se comparado a uma bancada de TV, que pra falar a verdade me deixa desconfortável ainda. Eu prefiro a proximidade com a mesa de áudio, com os programas de edição, acho um ambiente mais despojado. Claro que trabalhar com imagens faz a gente expandir na informação, mas o rádio é um mundo à parte pra mim. Eu posso dar o tom que eu achar que devo, comparado aos meios de comunicação high tech, eu gosto da idéia “artesanal”, dinâmica e imortal do rádio. Poder estar em cima de um lance sem precisar de parafernalhas, a não ser um celular com link ao vivo e um gravador de voz, é algo prático e insuperável. Isso fica impraticável na TV, no impresso, no online. Mas acredito que a correria seja a mesma em todos os campos do Jornalismo.

VDR - Monique, em 2007 você estava se formando na faculdade, conforme o seu release. O que fez você escolher o tema hip-hop X mídia?

MB - O que me fez optar pelo tema: afinidade e relevância social. Foram os mesmos princípios para criar meu programa de rádio, assim como outros projetos. Outro fator foi proximidade com o reduto da Lapa, já que foi a época em que eu saí de Saquarema, palco do surf, pra morar em Niterói, onde fiquei por três anos até 2007. E trabalhando com Rádio, a música foi mais elementar pra mim. No caso do jornalismo, o hip-hop exerce bem essa relevância social. Outro ponto-chave foi o desafio, já que rap carioca era tema inédito em matéria de conclusão de graduação no estado do Rio de Janeiro. Soube até então de uma professora com uma tese de mestrado com o mesmo tema voltado para as galeras cariocas em fase de pesquisa também... A escassez de abordagem sobre o tema gerava uma bibliografia irrisória, o que ao mesmo tempo me deixava livre pra seguir qualquer linha teórica, dependendo exclusivamente de uma orientação de praxe. Fechei com o título “Rap X Mídia: A Voz da Periferia Carioca no jornal O Globo”. Soa irônico e é pra soar realmente, já que pude constatar silêncio da mídia em questão, no que diz respeito à voz de periferia, de rua... Eu quis avaliar pelo jornal O Globo, impresso de um dos maiores veículos de comunicação do mundo, pra justamente polarizar a questão e não polemizar mais do que já se vê. E falei também da resistência midiática perante os adeptos do hip-hop. Eu vi antes, durante e depois desse trabalho várias tensões entre esses dois pólos de cultura e procurei detectá-las através de análise do discurso dos raps, que usei em citações. Também fiz a análise com base no livro “A Cultura da Mídia” do americano Douglas Kellner. Abordar o tema da lógica dos Estudos Culturais foi outro desafio, já que não são todos os formandos que se arriscam nessa linha teórica, mais contemporânea. Acho que fiz as escolhas arriscadas, mas o 9,5 de nota final comprovou que eu estava no caminho certo, independente de comissões.

VDR - Você acha que existem muitos grupos hoje que se voltaram para a mídia e esqueceram a verdadeira essência do movimento?

MB – Não acredito que um artista de verdade perca essência a partir do momento que ganha dinheiro com o que gosta, com o que sabe fazer, independente de movimento. O artista, aquele que produz arte, não pode fazer arte sem a essência. Não acho que esqueceram a essência, só alternaram o foco. Por que quem um dia é rei se degenera depois de coroado? Não vejo sucesso de um significar o abandono dos demais. É tudo uma questão de saber administrar os interesses. A questão social dentro do hip-hop não vai morrer, nem deixar de ganhar porque vai ter um e outro atrás de um Grammy. Cada um tem seu papel e sua verdade. E na real acho que nada existe sozinho, mesmo que não exista união de fato.

VDR - E quanto ao espaço na mídia, ainda é muito monopolizado?


MB - Não sei ao certo se está muito monopolizado. Com certeza existe monopolização porque existe indústria, existe a massificação, existe o consumo e existe o segmento que chamamos de grande mídia. Se a gente quiser mudar isso, a mídia abre espaços sim. Porém, na grande mídia eu avalio esse espaço em lacunas como um tipo de serviço social, ou uma linha “cool” de criação e estética, a exemplo do grafite e não como um espaço de fato, consagrado. Mas hoje a gente tem alternativas com o advento da Internet, a pirataria, os downloads, os Myspaces e Youtubes da vida. Essa interatividade cresce e com ela proliferam pólos e a democratização dos espaços das mídias, mesmo as de menor difusão. (Risos)

VDR- No inicio da sua carreira você começou acompanhando o mundo do surf. Quais diferenças você vê entre as duas tribos, surf e hip-hop? E quais as semelhanças?

MB – Surf - é natureza, mar, a utopia dos verões, campeonatos, surftrips. Trilhas sonoras passeiam pelo reggae, trip hop, hard core, trance. São geralmente mais preocupados com meio-ambiente. O segundo esporte mais praticado do Brasil só fica atrás do futebol..Mesmo tido por muitos como um esporte mais centralizado, das elites.
Hip Hop Nacional - é mais asfalto, concreto, a crítica social em praça pública, viagens com a crew, rap, consciência, negritude. São geralmente mais preocupados com política privada e pública. Ainda pouco difundido no Brasil, a não ser através de projetos sociais e é considerado manifestação das periferias. As semelhanças? Criam Ong’s e oficinas, mediações intergaleras. É uma gente nova, cheia de sonhos, de energia. Ambos agregam valores e pessoas que buscam deixar uma marca no mundo, independente do life style. Muitos surfistas curtem rap, grafite. De repente por essa identificação com um estado perene de rebeldia, no sentido de liberdade. Ambos acabam se dividindo entre a “alma” e a “indústria”. E tanto no centro como na periferia existem adeptos de ambas as “tribos”.

VDR- A cultura hip-hop no Brasil ainda é muito marginalizada , dizem que principalmente o som ,o rap, é música de bandido. Qual seu aprendizado a partir do momento que você tomou contato com a cultura?

MB- Antes de aprender com o discurso do rap eu cresci aprendendo com o samba, com a malandragem e o jogo de cintura. Sambistas já esbarravam nessas questões sociais. Tinham e têm ironia e inteligência, sem falar na cadência e lirismo nas canções. O samba foi a minha primeira referência de cultura marginalizada, porque antes do rap, o samba, o chorinho eram poesia marginal. Então pra mim isso não veio com o rap, veio com o samba, com o êxodo rural que trouxe com ele o nordestino, o repente, trouxe à tona realidades muito equalizadas entre si. Eu não vejo a música como som pra se vestir, mas pra se ouvir. Não uso rótulos e marcas pra falar de música. As pessoas têm necessidade de enquadrar e excluir tudo e todos, mas não vamos nos iludir, isso também não é de hoje.

VDR - E qual papel que as mulheres desenvolvem dentro da cultura?

MB – Dentro e fora da cultura, de forma geral, a mulher exerce a sua marca, sua feminilidade, sua postura, sua esperança, sua sensibilidade, visão de mundo, sua força, sua alegria, sensualidade, a essência feminina. A cultura, o mundo precisa e recebe cada vez mais as mulheres. Não vejo separação de gênero dentro da cultura, a não ser nas letras machistas de alguns raps, mas isso pra mim só tem graça pra quem faz, piada interna, sabe. Eu não me ofendo, porque simplesmente não levo pro pessoal, não me identifico e ao mesmo tempo não acho que isso vá detonar a imagem da mulher no meio, de certa forma isso só acontece se a gente for reforçar mais um rótulo, dessa vez sobre a mulher. O rap fala de sociedade e certos discursos sobre a mulher mostram que a sociedade é machista. Não acho que sejamos nós mulheres as maiores vítimas, de repente quem fala de maneira machista é vítima do sistema também. (Risos)

VDR- Poucos grupos realmente vivem bem de suas músicas. Você acha que a sociedade brasileira ainda é muito hipócrita com relação ao que esses jovens que produzem coisas boas?

MB – Não acho que seja hipocrisia. Acho que além da difusão do gênero hip-hop nacional, de uma identidade artística, é tudo uma questão de talento, de gosto pessoal de quem ouve e sorte de quem faz. Acho isso muito pessoal, imensurável. Grupos de rap produzem coisas boas referentes ao meio do rap. Produzem coisas ruins referentes à indústria. Eu vejo como uma incógnita. Em que medida se vende mais ao fazer mutações, variações entre pista, gangsta e samba? Conheço gente que acha rap chato. Mas se eu cito um verso de algum MC desconhecido pela maioria eles admiram a rima. Eu não sei onde está a raiz da questão. Na postura agressiva do discurso de dominação, de anarquia? De um estilo de vida que talvez não faça a cabeça da maioria “alienada”? Ao mesmo tempo o rap canta pra maioria excluída, maioria que ironicamente é bombardeada pela cultura da mídia, da indústria. É tragicômico pra mim, esse lance de consumo / imediatismo x senso crítico / apelo social. Fica um vácuo e aborrece quem eu vejo que dá a vida pelo rap.

VDR- Mudando um pouco de assunto, ou muito, nos últimos tempos tivemos um brutal ataque do Estado de Israel ao povo palestino, na faixa de gaza. Muitas pessoas saíram para protestar nas ruas do Brasil, e muitos jovens inclusive. Realmente o ataque foi justificado? Você acompanhou?

MB – Se foi justificado eu não sei. Eu sei que não é justificável. São heranças de ódio por gerações. Genocídio, um crime explícito disfarçado de guerra santa. Um documentário chamado “Promessas de Um Novo Mundo” mostra as reações das crianças e jovens israelenses e palestinos no meio desse confronto. Porque falar de guerra e achar que é uma questão política ou religiosa não é relevante pra uma criança que cresce com neuroses, opositores, que fica amiga de uma outra e depois não pode visitar porque é “moralmente” e culturalmente sua inimiga. E o futuro não é tão incerto. Guerra só justifica mais guerra, inerente ao motivo que a causou. Pra mim não é uma questão de acordo, todo poder tem um poder paralelo. Nem precisamos ir muito longe, até porque a realidade brasileira, em matéria de crime, tem ares e números de uma guerra mundial.

VDR - Acha que o rap também deve informar com relação a esse tipo de fato?

MB – Na geração dos meus pais não se tinha o rap como arma. Mas tinha a marcha, o movimento estudantil. Era o peso do chumbo contra o peso dos livros. De certa forma o manifesto sempre tem, mas eu acho que o que o Brasil podia resgatar esse protesto em massa. Acho que a maioria dos jovens ta acomodado, aglomerado em “protesto” de rave e micareta, o protesto do lazer. Nada contra, mas preocupante. Uma indústria que cresce e a gente só vê consumismo e imediatismo de coisas e pessoas. São problemas sociais e o rap tem essa marca de colocar em pauta essas questões... E a gente vê o menor na rua partindo pra guerrilha armada e somando no tráfico, onde a vida dele nada mais é do que a soma de chances negadas. O hip-hop me parece uma chance, as Ong’s, as oficinas de artes me parecem chances.. O rap deve ser livre. Acho que essa é a essência. As pessoas devem atentar para o que quiserem, seja pra fazer crítica, diversão, denúncia, ficar rico. Só de estar produzindo algo que some, acho válido. Acho que o rap é uma estrutura pra qualquer forma de informação e não deve ser dito impuro se tem alguém usando de forma polêmica. A arte é transparente e leva quem também é até o fim.

VDR – Para finalizar nossa entrevista, a sua opinião sobre a campanha de como eliminar o machismo que se encontra enraizado na sociedade em geral, deixe uma mensagem para mulheres como você que visualizam nas barreiras chances de provar de que não passam de degraus para o alcance dos objetivos.

MB - Primeiramente, quero agradecer ao espaço, Voz da Rua, Rafaela e Pedro Magalhães pelo convite.
E eu creio que pra eliminar o machismo, não precisamos ser machistas nem feministas e sim humanistas. A gente tem que acreditar mais no ser humano, embora seja difícil, pelo menos acreditemos em nós mesmos. Para as mulheres só digo: permanência na essência. Se não souber busque o que te faz plena e permaneça evoluindo. É isso.


:: Contato ::
ORKUT - Monique Barcellos

É HOJE (18) - Festa BLACKBEATZZ na Lapa (RJ)

:: Dica de Evento ::

FESTA BlackBeatzz

Show do grupo U-FLOW (Participação Shawlin)

Lançamento do disco "O Surto da Lucidez"


...
Segue o making off da gravação do disco, com participações de:


Shawlin
MCMaomé
SpeedFreakS (R.I.P.)
Dani Maya
DJ Erik
DJ Kako



:: Serviço ::

Evento: BlackBeatzz (Hip Hop/Soul/Ragga)
DJ Kong e Dani Roots e DJ Erik Scrätch.
Data: Sexta - 18 de junho de 2010
Horário: 23h
Endereço: Rua dos Inválidos, 204 - Lapa - Rio de Janeiro
Ingresso: NORMAL R$12 / Com FLYER R$10 / Damas FREE até 00: 30hs

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quarta-feira, junho 16, 2010

Hoje (16) Tupac completaria 39 anos

:: Memorial ::

Coincidências...
Não acredito nelas. Ontem, pleno jogo do Brasil, eu preferi dar uma relaxada e peguei o doc do Tupac, fui assistir pela centésima vez, depois de tempos. Sempre me emociono com esse registro, com as frases dele, com a história de luta e tudo mais que envolve THUG LIFE. Só mais tarde, fui dar uma pesquisada pela net e, adivinhem:



Hoje (16) Tupac completaria 39 anos

Fonte: TupacBr


Nesta quarta (16 de Junho), Tupac Shakur completaria 39 anos de idade se estivesse vivo. O rapper foi baleado em Las Vegas no dia 7 de Setembro de 1996. Tupac veio a falecer seis dias depois do ocorrido. Seu assassinato continua sem solução.

Tupac continua vivo através de sua obra musical, que inclui álbuns como 'The Don Killuminati:The Seven Day Theory', 'All Eyez on Me', 'Better Dayz', 'Me Against the World', 'Pac’s Life' e '2Pacalypse Now'.

De acordo com o Guinness Book, Tupac Shakur é o rapper que mais vendeu discos, atingindo mais de 75 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.






Tupac Shakur terá filme biográfico em breve

Ainda segundo o site Tupac Br, o rapper terá filme biográfico em breve. O diretor do filme 'Training Day' (Dia de Treinamento), Antoine Fuqua confirmou os rumores sobre o filme biográfico de Tupac. Fuqua revelou que pretende começar as produções durante o outono americano.

"Tudo indica que estaremos fazendo o filme do Tupac Shakur em setembro, é nisso que eu venho trabalhando agora. Eu venho trabalhando nisso por um tempo com a Morgan Creek (produtora) e Jim Robinson." - ele disse.

"Acabei de receber sinal verde, estamos visando o mês de setembro." -adicionou Fuqua, que pretende utilizar um ator desconhecido para interpretar o lendário rapper, que foi assassinado em Las Vegas no ano de 96.


"Essa é a meta, eu quero descobrir alguém novo, quero descobrir muita gente nova se eu puder. Obviamente, vou ter que colocar algumas pessoas conhecidas no filme, já que atores tem habilidades diferentes." - explicou Fuqua.

Maiores informações sobre o filme não foram reveladas.



Som de Tupac é um dos preferidos do Vaticano



O mesmo site publicou uma nota anunciando que o Vaticano divulgou uma lista de músicas preferidas através do novo serviço de streaming do Myspace, que foi lançado em 3 de dezembro do ano passado. Uma das 12 faixas divulgadas é a clássica 'Changes', que foi lançada em 1998.



"Os gêneros são muito diferente, mas todos esses artistas compartilham o objetivo de alcançar o coração das pessoas de espírito bom." - disse o Vaticano em sua página no Myspace Music.

Tupac aparece ao lado de artistas como Mozart, Dame Shirley Bassey e Fleet Foxes. Seria o Papa Bento XVI fã de Tupac?


Confira abaixo a Lista:

1. Advocata Nostra - Música do Vaticano Do album Alma Mater com a voz do papa Benedict XVI
2. Uprising - Muse. Single do album Resistance
3.Causa Nostrae Laetitiae - Música do Vaticano do album Alma Mater
4. Il Mare Mi Salva - Rossomalpelo
5. After the Rain - Dame Shirley Bassey. Do album The Performance
6. Coexist - Nour Edine
7. Don Giovani - Mozart
8. Rafaele Merry Del Val - Lorenzo Perosi Inni Mottetti e Canzoni, Pablo Colino & Coro Academica Filarmonica Romana
9. He Doesn't Know Why - Fleet Foxes
10. Changes - Tupac Shakur
11. Regina Colei - Música do Vaticano, do album Alma Mater
12. Mi Sarete Testimoni - Santo Subito! (DVD)



Segue um vídeo de uma das trilhas sonoras da vida de Tupac, que ele cita no Doc. E eu amo Vincet Van Gogh, e amo essa música também. Lindo:




...

Eu creio, enfim, que ter visto ontem pela centésima vez o Doc "Tupac Ressurection", não foi somente coincidência. Tupac é um dos artisitas mais espirituais, mais passionais, verdadeiros e visionários de que sou fã. Acredito que a arte, a música é um diálogo de almas, é feita para aproximar as pessoas. Por isso deixo essa homenagem aqui. Para que os sonhos dele continuem adiante e sua memória seja viva por um belo propósito. R.I.P.
Para saber mais, visite o site oficial do Documentário:
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terça-feira, junho 15, 2010

CarlosCarlos e Pereio - A ideia espontânea

:: Bola e Arte ::

CarlosCarlos bate um papo com Pereio sobre futebol, Copa, Argentina, Brasil, Maradona, Dunga, Santos, Corinthians, vida, guerra e afins.




Para saber mais, acesse o BOLA E ARTE !!

HOJE É A ESTREIA DO BRASIL!!! VAMOS TORCER!!!

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quarta-feira, junho 09, 2010

Cobertura: AÇÃO SOCIAL NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

:: I Festival Ambiental de Saquarema ::

AÇÃO SOCIAL NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE



Por Monique Barcellos
(Fotos: Josh Nolasco e Shantala Torres)

Pela primeira vez em Saquarema, no último dia 5, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi celebrado com o Festival Ambiental. O evento promovido pelo Projeto Jardins de Itaúna contou com biólogos, mobilizou a comunidade e conscientizou as novas gerações. Foi realizado na sede da Associação de Surf de Saquarema (ASS). O festival teve realização de palestras, atividades em comunidade e música na praia de Itaúna.

Coleta e Triagem do Microlixo - Pela manhã houve a ação de limpeza de praia, onde foram usados luvas e sacos biodegradáveis feitos de milho cedidos pelo Instituto Aqualung, para coleta de micro lixo, que resultou na mobilização de surfistas e crianças.


A ação mobilizou surfistas e crianças e adolescentes que transitavam pela praia.

Em seguida, na sede da ASS foi feita a triagem e doação do material coletado para a ONG Eccovida, além de uma palestra sobre reciclagem com Livia Suzart, integrante da ONG.


Exposição de Reciclados - Durante o Festival foi feita exposição de materiais reciclados, desenvolvidos por artistas e artesãos convidados. A feirinha sustentável teve apoio local do Projeto Grãos de Arte, feito com crianças carentes.

Palestras ao ar livre - Em meio ao vento sudoeste da tarde aconteceu a palestra sobre Importância da Restinga, com Fábio de França Moreira, Biólogo, Mestre e Doutor em Botânica pelo Museu Nacional – UFRJ. Doutor Fábio fez uma palestra didática, e demonstrou as espécies nativas e as exóticas que compõem nossa restinga. Ressaltou a intervenção do homem, quando faz o plantio de espécies de plantas exóticas, e sem querer, acaba comprometendo a biodiversidade nativa.

Logo na sequência, no mesmo local, porém ironicamente em meio aos entulhos descobertos na restinga (foto abaixo), houve a palestra sobre Legislação Ambiental, com Lisia Barroso, coordenadora do IBAMA de Cabo Frio, onde esclareceu os direitos e deveres do cidadão em relação às práticas e denúncias de crimes ambientais.

Plantio de Mudas - Para encerrar as ações, foi feito o plantio de mudas nativas na restinga de Saquarema, com o apoio do Projeto Jardins de Itaúna e voluntários que estavam na praia.



Para fechar a celebração, à noite foi feita a abertura da pista, mesa de frutas e ponche para patrocinadores e organizadores, além de DJs tocando o melhor do Lounge.


Apoio: Instituto Ecológico Aqualung, Padaria Pega-Pega de Itaúna, Papelaria Angel, O Queijão, Húmus do Parceria & Rui Gelo. Associação de Surf de Saquarema (ASS), Projeto Poabas, Projeto Grãos de Arte, (Projeto G.A.I.A. - Marcelle, Leo, Veronica, Duduca, Eldon e Shantala - Estudantes de Biologia), Mercado Itaúna e Restaurante Tropical.


Acesse o Blog do Projeto Jardins de Itaúna e confira também a matéria na Imprensa:
:: Contato ::

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segunda-feira, junho 07, 2010

Gilber T lança CD na Urca!



:: Lançamento::

O músico de peso em Niterói, Gilber T lança o CD ¨Eu não vou morrer hoje¨ esta noite (08) com participação dos rappers De Leve e Rabu Gonzalez, da cantora Luciana Lazulli, o banjo de Fernando Oliveira (Canastra), Bruno Marcus (5º Andar), Pedro Selector (Bnegão e Seletores de Frequência) e do saudoso amigo SpeedFreakS.





"A estreia do músico niteroiense vem sendo gravada há vários anos e revela uma mescla curiosa de rap, soul, folk e rock dos anos 60 e 70. Canções suingadas unem-se a riffs e refrões cantaroláveis em músicas como a faixa-título, Eu você e Suzie, Se você for... e Bel2604. O rapper Speed FreakS, com quem Gilber T tocou como músico de apoio, comparece nos batidões-rock UTI e Alameda São Boaventura."
(Ricardo Schott - JB Online 29.03 2010)


Segue vídeo chamada - Ensaio Gilber T:





Final das Seletivas MADA promete!!!


Para pagar R$ 25,00 na Lista Amiga os fãs das bandas deverão postar seus nomes no Tópico da Lista referente à data Final de 08/06, na Comunidade da Laboratório Pop no Orkut. A lista se encerra às 16h do dia da apresentação.


:: Contato ::

Gilber T - Orkut
Gilber T - Myspace
Gilber T - Twitter
Gilber T-Downloads

Matéria - Laboratório Pop

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domingo, junho 06, 2010

NOVA PARCERIA - Bola e Arte

:: Bola e Arte - Copa 2010 ::

Olá, caros leitores e amigos! Tudo bem com vocês?


Copa do Mundo se aproximando, e é com muita satisfação que venho anunciar uma nova parceria aqui no Blog:


O VideoBlog Bola e Arte,projeto do radialista e roteirista CarlosCarlos. (Foto abaixo)



Como muitos acompanham o Bola e Arte pelo Youtube, agora também teremos novidades por aqui.


E é agora mesmo! Para começar bem essa estreia, segue um bate-papo rápido com


CarlosCarlos e Paulo Henrique "GANSO", sobre a Copa 2010:












:: Contato ::

e-mail: bolaearte@gmail.com

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quarta-feira, junho 02, 2010

Dia da Imprensa ...

Dia da Imprensa ...


Dia 1° de junho (ontem) foi "comemorado" o Dia da Imprensa.
E devido a uns problemas de saúde, não pude interá-los dessa data tão irônica, que para mim soa até fatídica. A imprensa brasileira está enfrentando momentos disformes, e uma data como essa serve para refletirmos sobre os motivos.
Segue abaixo um artigo do repórter Anderson Scardoelli, do site Comunique-se.





Dia da imprensa: há o quê comemorar?

Anderson Scardoelli

O ano de 2009 ficou marcado por fatos importantes para a imprensa brasileira. Por decisões judiciais, a profissão perdeu o diploma, jornais foram censurados e ficamos "sem lei". No dia da imprensa, comemorado nesta terça-feira (01/06), cabe a pergunta: há o quê comemorar?
Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, sim. Em sua opinião, a imprensa enfrenta problemas, como a censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo e a queda do diploma, mas são "tropeços passageiros". Ele prefere lembrar o valor histórico do dia da imprensa.

“É sempre um dia de comemoração. Essa data é um marco para o bom jornalismo, desde a criação do Correio Braziliense até os dias atuais”, disse Azêdo.

O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, também vê motivos para comemorar, pois a imprensa é livre e “faz a nação falar”. Porém, Pedreira critica a censura prévia.

“A censura prévia foi uma atitude equivocada por parte do judiciário, lamentável”, comentou.

Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, afirma que, “infelizmente”, existe pouco para ser comemorado. EM sua opinião, a imprensa brasileira é de “qualidade”, mas os problemas enfrentados pelos jornalistas são graves.

"Essa decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade do diploma significa um enorme retrocesso. A regulação era um pilar para a profissão. Temos muita coisa para lutar", afirmou Andrade.


.: OPINIÃO DA JORNALISTA :.

Minha opinião sobre essa questão da decisão do Supremo Tribunal Federeal (STF) continua irredutível. Gostaria de reproduzir a questão levantada pelo nosso caro leitor do Blog, Tiago Lima Fernandes, no post "MTE registra mais de Mil jornalistas sem Diploma" (com a devida correção ortográfica) seguida da minha réplica, para que vocês possam comentar em seguida, se assim quiserem:


"Caros jornalistas, estudantes e leitores
Bom eu acredito que a não necessidade de diploma para jornalistas é uma coisa boa.
Sei que muitos de vocês discordam de mim, mais sugiro que vejam a coisa de outro ângulo. Existem outras profissões tão louváveis quanto à de jornalista, que não exigem qualquer formação acadêmica, exemplos escritores, cantores e compositores etc. No entanto, são profissões que possuem cursos acadêmicos. O que seria da literatura brasileira se exigisse diplomas de todos os escritores brasileiros? Pensem um pouco, se Cora Coralina não pudesse escrever, nós não poderíamos ler seus maravilhosos poemas.
E o que seria da literatura brasileira sem Paulo Coelho um dos maiores e mais conhecidos escritor brasileiro, que embora não tenha formação, feito curso de graduação para ser escritor tem uma cadeira na academia brasileira de letras e é regulamentado como escritor? E o que vocês pensam sobre Pixinguinha que foi uma dos mais renomados músicos de todo o Brasil? Ele não se formou como músico, mas sem sombra de dúvidas tinha talento. Vou citar mais um exemplo: o que dizer de Carlos Alberto Ferreira Braga, conhecido como Braguinha, o maior compositor brasileiro, reconhecido e renomado entrou para o livro dos records como a pessoa que mais compôs músicas no mundo?
Agora pergunto ao senhores oque faz de uma pessoa ser jornalista ?
Para mim um jornalista (ou comunicador social ), é toda e qualquer pessoa comprometida com a verdade, que age de forma ética e responsável, que busca informar e relatar de forma honesta, fatos acontecimentos e sociais importantes, para toda a sociedade.
Eu acredito que as universidades não formam o caráter.
Por o fato da FENAJ (Federação nacional de Jornalistas) exigir um diploma universitário, para uma pessoa poder retirar a carteira nacional de jornalista, é extremamente absurda, abusiva e ilegal. Uma vez que, segundo as leis brasileiras, já não exigem mais diploma para o exercício da profissão de jornalista (comunicador social). Eu acredito que uma Entidade tão seria e ética como FENAJ (Federação nacional de Jornalistas) não deveria exigir diploma universitário de seus associados, e sim que todos os seus associados agissem com ética, honestidade e que estejam no exercício da profissão.
Claro que um curso universitário é importante, porem não necessário. Um diploma ajuda mais não é tudo. E jamais uma graduação ira separar o mau do bom profissional.
Pois eu penso que todos os jornalistas, diplomados ou não, que querem estar regulamentados com a FENAJ (Federação nacional de Jornalistas) devem e querem agir legalmente, por isso buscam estar associado à tão respeitável órgão.
Peço por favor, que vejam o fato por este ângulo.
Atenciosamente, Tiago Lima Fernandes"


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Caro Tiago. Você chegou no ponto interessante.
A questão do diploma, NADA tem a ver com a questão da liberdade de expressão, mas justamente com a formação acadêmica a favor da legitimidade e do compromisso com a Informação. Em que o jornalista diplomado impede um poeta, um pensador, escrever o que dá na telha??? O buraco é muito mais embaixo.
Sabemos que a profissão de jornalista tem um poder de denunciar e apurar fatos, muitas vezes comprometedores para os envolvidos em todos os tipos de corrupção. O jornalista é, em suma o olho atento da sociedade. Porém esse papel deve ser cumprido com senso crítico, com um código legítimo. Que não se aprende por aí em qualquer colégio de ensino fundamental. O código de ética jornalística não está tão acessível para todo cidadão que queira exercer seu papel de expressar opinião. As formas de expressão devem ser livres, mas o Jornalista, diferente do Escritor, Compositor, não tem como papel principal, somente criticar, mas também cabe ao Jornalista investigar, apurar, denunciar e legitimar os casos com fatos, não com a poesia ou o discurso intelectualóide de uma Entidade. O jornalismo é uma profissão como outra qualquer, sim, mas tem elementos que merecem continuar apoiados pela legitimidade acadêmica.
É O MÍNIMO.
Não posso diante de um argumento fraco e extremamente defensor de interesses próprios, ou seja, tendencioso de "liberdade de expressão" - usado na época pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes. Enfim, não posso ficar diante desse retrocesso achando que é justo, porque quem sofrerá as consequências desse equívoco, não é só a classe jornalística, mas também, toda sociedade, que terá uma escola jornalística no melhor "estilo cubano". Fraca, influenciável, mais tendenciosa e duvidosa do que nunca.
O jornalismo tem, junto com os expressionistas, o poder diante do Comando Delta, o que nos faz pensar no contrário:
Vela-se o real motivo com o argumento da Liberdade, sendo que na verdade há uma espécie de Censura, através da banalização acadêmica. Os cursos caem em desuso. A sociedade corre o risco de passar a considerar qualquer posição política uma verdade absoluta... E fatalmente cria-se uma teia sem fim de descaso. PENSE NISSO. (Monique Barcellos)


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