quarta-feira, junho 02, 2010

Dia da Imprensa ...

Dia da Imprensa ...


Dia 1° de junho (ontem) foi "comemorado" o Dia da Imprensa.
E devido a uns problemas de saúde, não pude interá-los dessa data tão irônica, que para mim soa até fatídica. A imprensa brasileira está enfrentando momentos disformes, e uma data como essa serve para refletirmos sobre os motivos.
Segue abaixo um artigo do repórter Anderson Scardoelli, do site Comunique-se.





Dia da imprensa: há o quê comemorar?

Anderson Scardoelli

O ano de 2009 ficou marcado por fatos importantes para a imprensa brasileira. Por decisões judiciais, a profissão perdeu o diploma, jornais foram censurados e ficamos "sem lei". No dia da imprensa, comemorado nesta terça-feira (01/06), cabe a pergunta: há o quê comemorar?
Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, sim. Em sua opinião, a imprensa enfrenta problemas, como a censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo e a queda do diploma, mas são "tropeços passageiros". Ele prefere lembrar o valor histórico do dia da imprensa.

“É sempre um dia de comemoração. Essa data é um marco para o bom jornalismo, desde a criação do Correio Braziliense até os dias atuais”, disse Azêdo.

O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, também vê motivos para comemorar, pois a imprensa é livre e “faz a nação falar”. Porém, Pedreira critica a censura prévia.

“A censura prévia foi uma atitude equivocada por parte do judiciário, lamentável”, comentou.

Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, afirma que, “infelizmente”, existe pouco para ser comemorado. EM sua opinião, a imprensa brasileira é de “qualidade”, mas os problemas enfrentados pelos jornalistas são graves.

"Essa decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade do diploma significa um enorme retrocesso. A regulação era um pilar para a profissão. Temos muita coisa para lutar", afirmou Andrade.


.: OPINIÃO DA JORNALISTA :.

Minha opinião sobre essa questão da decisão do Supremo Tribunal Federeal (STF) continua irredutível. Gostaria de reproduzir a questão levantada pelo nosso caro leitor do Blog, Tiago Lima Fernandes, no post "MTE registra mais de Mil jornalistas sem Diploma" (com a devida correção ortográfica) seguida da minha réplica, para que vocês possam comentar em seguida, se assim quiserem:


"Caros jornalistas, estudantes e leitores
Bom eu acredito que a não necessidade de diploma para jornalistas é uma coisa boa.
Sei que muitos de vocês discordam de mim, mais sugiro que vejam a coisa de outro ângulo. Existem outras profissões tão louváveis quanto à de jornalista, que não exigem qualquer formação acadêmica, exemplos escritores, cantores e compositores etc. No entanto, são profissões que possuem cursos acadêmicos. O que seria da literatura brasileira se exigisse diplomas de todos os escritores brasileiros? Pensem um pouco, se Cora Coralina não pudesse escrever, nós não poderíamos ler seus maravilhosos poemas.
E o que seria da literatura brasileira sem Paulo Coelho um dos maiores e mais conhecidos escritor brasileiro, que embora não tenha formação, feito curso de graduação para ser escritor tem uma cadeira na academia brasileira de letras e é regulamentado como escritor? E o que vocês pensam sobre Pixinguinha que foi uma dos mais renomados músicos de todo o Brasil? Ele não se formou como músico, mas sem sombra de dúvidas tinha talento. Vou citar mais um exemplo: o que dizer de Carlos Alberto Ferreira Braga, conhecido como Braguinha, o maior compositor brasileiro, reconhecido e renomado entrou para o livro dos records como a pessoa que mais compôs músicas no mundo?
Agora pergunto ao senhores oque faz de uma pessoa ser jornalista ?
Para mim um jornalista (ou comunicador social ), é toda e qualquer pessoa comprometida com a verdade, que age de forma ética e responsável, que busca informar e relatar de forma honesta, fatos acontecimentos e sociais importantes, para toda a sociedade.
Eu acredito que as universidades não formam o caráter.
Por o fato da FENAJ (Federação nacional de Jornalistas) exigir um diploma universitário, para uma pessoa poder retirar a carteira nacional de jornalista, é extremamente absurda, abusiva e ilegal. Uma vez que, segundo as leis brasileiras, já não exigem mais diploma para o exercício da profissão de jornalista (comunicador social). Eu acredito que uma Entidade tão seria e ética como FENAJ (Federação nacional de Jornalistas) não deveria exigir diploma universitário de seus associados, e sim que todos os seus associados agissem com ética, honestidade e que estejam no exercício da profissão.
Claro que um curso universitário é importante, porem não necessário. Um diploma ajuda mais não é tudo. E jamais uma graduação ira separar o mau do bom profissional.
Pois eu penso que todos os jornalistas, diplomados ou não, que querem estar regulamentados com a FENAJ (Federação nacional de Jornalistas) devem e querem agir legalmente, por isso buscam estar associado à tão respeitável órgão.
Peço por favor, que vejam o fato por este ângulo.
Atenciosamente, Tiago Lima Fernandes"


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Caro Tiago. Você chegou no ponto interessante.
A questão do diploma, NADA tem a ver com a questão da liberdade de expressão, mas justamente com a formação acadêmica a favor da legitimidade e do compromisso com a Informação. Em que o jornalista diplomado impede um poeta, um pensador, escrever o que dá na telha??? O buraco é muito mais embaixo.
Sabemos que a profissão de jornalista tem um poder de denunciar e apurar fatos, muitas vezes comprometedores para os envolvidos em todos os tipos de corrupção. O jornalista é, em suma o olho atento da sociedade. Porém esse papel deve ser cumprido com senso crítico, com um código legítimo. Que não se aprende por aí em qualquer colégio de ensino fundamental. O código de ética jornalística não está tão acessível para todo cidadão que queira exercer seu papel de expressar opinião. As formas de expressão devem ser livres, mas o Jornalista, diferente do Escritor, Compositor, não tem como papel principal, somente criticar, mas também cabe ao Jornalista investigar, apurar, denunciar e legitimar os casos com fatos, não com a poesia ou o discurso intelectualóide de uma Entidade. O jornalismo é uma profissão como outra qualquer, sim, mas tem elementos que merecem continuar apoiados pela legitimidade acadêmica.
É O MÍNIMO.
Não posso diante de um argumento fraco e extremamente defensor de interesses próprios, ou seja, tendencioso de "liberdade de expressão" - usado na época pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes. Enfim, não posso ficar diante desse retrocesso achando que é justo, porque quem sofrerá as consequências desse equívoco, não é só a classe jornalística, mas também, toda sociedade, que terá uma escola jornalística no melhor "estilo cubano". Fraca, influenciável, mais tendenciosa e duvidosa do que nunca.
O jornalismo tem, junto com os expressionistas, o poder diante do Comando Delta, o que nos faz pensar no contrário:
Vela-se o real motivo com o argumento da Liberdade, sendo que na verdade há uma espécie de Censura, através da banalização acadêmica. Os cursos caem em desuso. A sociedade corre o risco de passar a considerar qualquer posição política uma verdade absoluta... E fatalmente cria-se uma teia sem fim de descaso. PENSE NISSO. (Monique Barcellos)


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