quarta-feira, setembro 01, 2010

JB extingue o impresso e adota versão 100% digital

:: Jornalismo ::

Último dia da versão impressa do JB é marcado por protesto


Fonte: Comunique-se


A tarde de ontem, terça-feira (31/08), foi marcada por protesto contra o fim da edição impressa do Jornal do Brasil. O movimento reuniu cerca de 200 jornalistas, incluindo ex-funcionários do jornal. O veículo adotou a versão 100% digital do jornal, que será lançado nesta quarta-feira.


Com um passivo de R$ 800 milhões, em dívidas trabalhistas e fiscais, a direção do veículo optou por manter apenas a edição online. A empresa de Nelson Tanure, dona do Jornal do Brasil, alega que o modelo de negócio do papel era insustentável econômica e ecologicamente.

Nos anos 60, o jornal alcançou a marca de 230 mil exemplares vendidos aos domingos, já nos últimos meses, a média era de 30 mil exemplares.

Muitos jornalistas que não concordaram com as mudanças se demitiram do veículo. De acordo com o diretor do JB, Humberto Tanure, houve poucas demissões pela empresa e o número de profissionais na Redação, entre jornalistas, fotógrafos e diagramadores chega a perto de 100 pessoas. No entanto, repórteres que preferiram não se identificar, dizem que esse número é bem menor, cerca de 60 funcionários.

Com informações do Estadao.com


Com fim do JB impresso, Rio fica com apenas dois grandes jornais


De acordo com a página Último Segundo do site iG, com o fim da edição impressa do Jornal do Brasil, o Rio de Janeiro segue a tendência de grandes cidades americanas de reduzirem o número de diários. Desde 2008, 166 jornais fecharam as portas nos Estados Unidos, de acordo com números do Paper Cut, um blog americano que acompanha o mercado editorial do país.

A situação nos Estados Unidos é grave. O que se discute é se grandes cidades americanas continuarão tendo um jornal impresso de grande circulação. Em São Francisco, o San Francisco Chronicle, fundado em 1865, quase parou de circular em 2009 por causa de um grande endividamento, o que deixaria uma das cidades mais importantes do país sem um grande jornal.

O JB já foi um ícone para o Rio de Janeiro. No fim dos anos 1980, vendia mais de 180 mil por dia de semana e 250 mil aos domingos. O iG antecipou em 30 de junho a informação sobre a suspensão da versão impressa.

Em seu período áureo, conviveu com outros grandes competidores. Nos anos 1950, antes da cidade perder o status de capital federal, circulavam 18 jornais - 13 matutinos e cinco vespertinos, que juntos somavam uma tiragem diária de 1,2 milhão de exemplares. Isso significava 0,4 exemplar para cada habitante - o Rio tinha cerca de 3 milhões de habitantes.

Os únicos sobreviventes da lista dos impressos são O Globo e O Dia, este último que teve seu controle transferido para o grupo português Ongoing em abril deste ano. Há outros títulos na cidade, embora populares e/ou gratuitos. Hoje, todos esses jornais vendem cerca de 500 mil exemplares por dia - uma relação de 0,08 exemplar por habitante.

As vendas de jornais no Brasil crescem abaixo da evolução do Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro semestre de 2010, a circulação diária de jornais cresceu 2%, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC). Entre janeiro e junho deste ano foram vendidos 4,25 milhões de exemplares por dia, graças a ascensão dos jornais populares e gratuitos. Em 2009, a circulação de jornais teve queda de 3,5%. Entre os 20 maiores, a queda foi de 6,9%.



Um possível salto para o Jornalismo no Brasil


Se por um lado a extinção da versão online do JB é triste para os funcionários e jornalistas das redações no meio impresso, esta mudança pode significar um novo olhar sobre jornalismo a serviço de novas tecnologias e vice-versa. Diretor Geral do JB entre 2007 e 2008, Marcos Troyjo deu uma palestra com sua visão sobre novas plataformas de mídia em julho de 2009.

De acordo com Troyjo, a versão 100% online do JB é nada menos do que uma nova forma de compreender o Jornalismo, através das novas mídias. Para ele, o novo formato que pode ser visto através de Ipad é fantástico.

Doutor em sociologia e ciências políticas pela USP e professor-visitante da Columbia University (EUA), Marcos Troyjo discutiu sobre a integração do homem à era digital. Temáticas em torno da utilização novas mídias, adaptação do conteúdo e o destino dos livros e jornais impressos foram alguns pontos apresentados e debatidos neste encontro na Casa Jornal do Brasil em 2009. Confira no video a seguir:

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Um comentário:

  1. não tem como fugir disso, o avanço tecnológico agiliza o nível, a quantidade e a velocidade do fluxo de informações e faz com que as outras fiquem obsoletas e deixem de existir. Uma viajem sem volta.

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