sábado, abril 07, 2012

Dia do Jornalista

:: Homenagem ::

Segue abaixo a linda homenagem do Sindicato dos Jornalistas do Amapá pelo dia de hoje.
O Amapá é um dos estados que lideram o maior piso salarial da classe em todo Brasil, segundo a Federação Nacional de Jornalistas, a FENAJ. Isso também mostra respeito a nós profissionais.


Admiro os colegas que tentam mirar a sociedade em um espelho cada vez mais nítido dos fatos cotidianos, além de reacender a memória coletiva, fortalecer a história do povo, reerguer suas bases de conduta ética, dar um gás no que é relevante e para quem seria. Pelo menos eu tenho essas premissas, a cada texto, cada análise de pauta, cada circulada. O que é diferente de impor rótulos e criar margem de consumo. O jornalismo enfrenta um bombardeio muito intensificado pela mídia imediatista. Somos o 4º poder e temos que ser leais, sem abuso com a sociedade.

Afinal de contas, como em toda profissão, temos o lado bom e o lado ruim do profissional. Quem faz a profissão somos nós, não os empresários, políticos, burocratas. O papel do jornalismo dessa nova era tecnológica transferiu essa noção para o povo, que também se tornou um agente da informação, mesmo que ainda se sustente a ideia de cultura de massa. Porém, esse novo aspecto social de agentes de informação não diminui o papel do jornalista. Devemos assumir formas de adaptação às novas esferas, sempre acompanhar com destreza, somar olhares e percepções de mundo.

Cabe a nós o bom senso de que o bom jornalista é repórter do povo e, inclusive, até quando dá voz às elites. Ele pode fazer isso com elegância, com dignidade. Temos uma parte das pessoas que repudiam nosso exercício. Mas conquistamos esse ofício para quem gosta e para os que têm o direito de detestar. Nosso auge na pós ditadura, nossa crise nesse novo momento e nada me faz querer outra coisa. Não sei fazer outra coisa. Morro pelo Jornalismo e não vivo sem ele.


Também gostaria de comunicar que acabo de me tornar membro do Sindicato dos Jornalistas Fluminenses (Estado do RJ) e já dei entrada na minha carteirinha da FENAJ. Foi um dia muito especial. Conhecer velhos novos colegas e ser bem recebida, participar de reuniões que melhorem nossa causa. Agradeço pelo incentivo, a segunda vice-presidente do Sindicato e minha editora Dulce Tupy, que me apóia mais uma vez e, além de chefe, vem se tornando uma grande amiga.

Para muitos, essa coisa de Sindicato, de Federação e outros órgãos de classe é questionável, ou não quer dizer nada, mas é mais um passo dentro da minha estrada de jornalista, que completa 12 anos. Depois de 5 anos de formação, com o Diploma pelas tabelas, uma sindicalização é a prova de que eu continuo a lutar, com subversão, sagacidade e amor pela profissão. E, ainda hoje, meu discurso pretende ser uma voz e não somente um eco. A minha voz e a sua. A deles também.

Coincidências curiosas. Além da data cair este ano em um Sábado de Aleluia é, pela cultura cristã, o dia de malhar Judas. E não é que pode vir a ser uma boa analogia?

Jornalista é uma espécie de malhador de Judas em tempo integral.
Ou, pelo menos deveria ser.

Feliz caminhada para nós.

Monique Barcellos,

Jornalista e poeta.

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